RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Dentro de campo, o ciclo da Copa-2014, a segunda a ser disputada do Brasil, começa nesta terça-feira, com a disputa de três amistosos que abrem a primeira data Fifa pós-Mundial.
Mas para a metade das seleções que estiveram na África do Sul, o trabalho para os próximos quatro anos é apenas a sequência natural do que foi feito visando a última edição do torneio.
Das 32 equipes que disputaram a Copa deste ano, 16 mantiveram seus treinadores --Bob Bradley (Estados Unidos) tem contrato até o fim do ano, mas ainda não renovou. Outros 15 técnicos pediram demissão, foram dispensados ou não tiveram seus vínculos renovados.
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| Alex Domanski/Reuters |
O Uruguai, quarto colocado e surpresa do Mundial, ainda tem futuro indefinido. O técnico Oscar Tabárez já deu declarações de que pretende continuar no cargo. Ele negocia um novo contrato, com salário maior e controle sobre as seleções de base.
Os outros três times semifinalistas têm seus antigos treinadores garantidos por mais dois anos. Vicente del Bosque (Espanha), Bert van Marwijk (Holanda) e Joachim Löw (Alemanha) possuem contratos até 2012, ano da próxima Eurocopa.
A competição, aliás, faz com que as seleções europeias planejem seus ciclos de trabalho de forma diferente e vivam renovações menos drásticas.
Prova disso é que dez das 13 equipes do continente mantiveram seus treinadores. Mesmo os criticados Fabio Capello (Inglaterra) e Carlos Queiroz (Portugal) ganharam nova chance.
Entre as grandes seleções da Europa, só não conseguiram se segurar o italiano Marcello Lippi e o francês Raymond Domenech, curiosamente os técnicos finalistas da Copa-2006 e que caíram na primeira fase neste ano.
Brasil e Argentina, eliminados nas quartas de final, também optaram pela ruptura.
Enquanto Mano Menezes estreia hoje no cargo anteriormente ocupado por Dunga na seleção pentacampeã mundial, os argentinos ainda não definiram quem será o substituto de Diego Maradona.
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| Kirsty Wigglesworth/AP |
Utilizar interinos, aliás, será algo normal nos amistosos desta semana. O Uruguai joga contra Angola com Juan Verzeri no banco de reservas. Já a Costa do Marfim terá François Zahoui como comandante diante da Itália.
Dos técnicos que mudaram de ares depois do Mundial, dois já encontraram novos empregos. O holandês Pim Verbeek (Austrália) virou diretor da base de Marrocos, e o colombiano Reinaldo Rueda (Honduras) assumiu a seleção principal do Equador.


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