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| (foto divulgação) |
A população que está mais exposta está distribuída em 86 localidades do Estado, das quais 45 possuem o risco Muito Alto, ou seja, onde moram 50,5% dos cidadãos cearenses, o que representa mais de 4,3 milhões de habitantes. As outras 41 cidades, foram classificadas com risco Alto, e nelas residem 15,2% da população, ou seja, 1.2 milhão pessoas.
Quanto aos demais municípios, o quadro da Sesa os classifica 57 com risco baixo, totalizando aproximadamente 1,2 milhão de moradores. Já o restante, as 41 cidades, o risco moderado. Nessas localidades estão 1,6 milhão de habitantes. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado, essa classificação reflete a maior vulnerabilidade de circulação da dengue em cada região no fim de 2010 e início de 2011.
O coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonseca, explicou que, diante deste quadro, será mais fácil direcionar as políticas para controle tanto da doença quanto do mosquito. "Não podemos erradicar com o Aedes aegypti, pois ele já faz parte da nossa ecologia. Mas ações como as de capacitação da rede de saúde e assistência aos municípios podem ser feitas".
Quanto aos altos índices da doença, que hoje já somam-se 9.440 casos confirmados somente de dengue clássico, Fonseca os atribuiu a volta do tipo 1 da doença, como também ao período de poucas chuvas. "Nessas épocas é de costume o abastecimento de água com carros pipas; a população também costuma acumular água em potes, o que favorece a surgimento da larva", explicou.
Além disso, o médico informou que, justamente pelo período de escassez de água, é que os focos do mosquito estão dentro das residências. "A população tem que ter consciência do seu papel no combate a proliferação do Aedes. Do que adianta ações educativas se a população não faz o dever de casa?", indagou.
Manuel Fonseca informou também que foi solicitado a cada município o seu quadro de risco. "Até o momento somente Fortaleza possui esse mapa. Mas vamos dar uma capacitação afim de que cada cidade possa elaborar o seu quadro de risco por bairros", disse.
A Sesa promoverá, na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP), o curso de Atualização em Vigilância Epidemiológica e Acompanhamento de Casos Clínicos de Dengue Clássico e Hemorrágico, destinado a médicos e enfermeiros. O objetivo é aprofundar conhecimentos sobre os conceitos envolvidos na compreensão e comportamento epidemiológico, das atividades de controle e tratamento da dengue no Estado.
Fonte: Diário do Nordeste

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