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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Veteranos no palco

Os cariocas do Los Hermanos fizeram a apresentação mais aguardada no sábado do Ceará Music, participando ainda do show de encerramento do festival, com Os Paralamas do Sucesso. O público acompanhou, em coro, o repertório pra lá de conhecido entre os fãs

FOTO: RODRIGO CARVALHO
Antes mesmo do começo dos "grandes" shows do último dia de Ceará Music, já por toda parte se via que o momento era o mais esperado pelo público do Los Hermanos. Além das criativas camisetas que circulavam com desenhos dos caras, a conversa era ficar pra esperar e ver "a volta dos que não foram", pelo menos na mente e no coração dos mais fanáticos.

Pitty, a primeira atração nacional da noite, subiu ao palco cerca de 20 minutos antes do horário previsto. Dava pra ver um certo descontentamento da cantora: "Me pediram pra entrar antes, então vou tocar o máximo de músicas que der", emendou, logo no começo do show. O público teen, em peso, gritava e, tal qual Pitty, se deleitava, interpretando as letras das músicas, num rock meio futurista, meio "fofinho".

Parte desse público (ainda que com menor representação dos adolescentes) e os saudosistas "mais velhos" vibraram com o anúncio da entrada do Los Hermanos. O empurra-empurra começou. Na grade que separava o "frontstage" do resto da "galera", este ano mais distante do palco, pessoas se espremiam na tentativa de chegar mais perto. De toda forma, fosse lá atrás ou na cara do palco, era impossível caminhar, diante de tantos pulos de entusiasmo.

Na aparência, os barbudos queridinhos capricharam ainda mais no visual desleixado. Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante entraram com os cabelos revoltos e a costumeira camisa de botão (de cores iguais? Mesmo modelo?), mais aberta que o usual. Para começar, a melódica "O vencedor" mexeu com os ânimos. Apesar da sintonia entre os músicos no palco, a impressão era de que estavam desacostumados com toda aquela multidão cantando em coro. "Tá muito bonito. E aí, pessoal, vocês tão gostando? Obrigado pelo carinho de sempre, a gente fica mesmo muito feliz de vocês estarem aqui pra ver a gente, ouvir nossas músicas", disse Camelo, em tom humilde.

A expectativa em torno do grupo era grande, mas no repertório nenhuma surpresa. Por si, o reencontro com a banda já era por demais significativo para os fãs. Talvez o sinal de algum retorno, embora, para o grupo, parecesse mais "um matar de saudades", ou algo assim. Tanto que privilegiaram no repertório as músicas mais conhecidas, acompanhadas com força pelos fãs, um fenômeno raro em se tratando de conhecimento das letras. Praticamente tudo estava na ponta da língua. Amor à "causa hermaniana".

No "setlist", os fãs cantaram juntos inúmeras canções, em um show longo, com direito a "Retrato pra Iaiá", "O vento", "Além do que se vê", "Todo carnaval tem seu fim", "Morena" e, como era costume no encerramento dos shows do grupo, "A flor". Nas mais roqueiras "Cara estranho" e "Condicional", momentos de mais empolgação dos músicos. Teve ainda "A outra", "Pois é", "Deixa o verão", "Sentimental", "Um par", "Último romance" e "Primeiro andar". Nada de Anna Júlia. Nem de bis.

Até mais tarde
Para além de "Los Hermanos", o público permaneceu. Depois do balanço do reggae dos Natiruts, surpreendeu a onde de gente que acompanhou o show do Capital Inicial. Um Dinho Ouro-Preto sempre feliz com a energia cearense, como em "Natasha", ponto alto do show. Ao final, pediu uma pose da multidão (repetindo um palavrão?) para um registro fotográfico da banda, como se os músicos fossem os fãs na história.

Um público já um tanto cansado ficou para o show dos Paralamas do Sucesso, já depois das três da madrugada de domingo. Pitty entrou para cantar "Meu erro" e "Tendo a lua" com Herbert Viana. Os hermanos Camelo e Amarante se divertiram com "Cinema mudo", "Ela disse adeus" e "Romance ideal". Mas foi Frejat quem participou mais. De "Caleidoscópio", chegando até a "Exagerado", de Cazuza. Já Toni Garrido apareceu com "A novidade", de Gilberto Gil.

Já era tarde, mas muita gente ainda encontrava forças para aproveitar como podia a última noite do Ceará Music. Para isso, o encerramento com Paralamas foi estratégico.

SÍRIA MAPURUNGAREPÓRTER

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