| (Foto: Igor de Melo) |
De acordo com ele, a fila de navios é reflexo da greve dos fiscais da Anvisa, que no momento trabalham com 30% do efetivo e “atendendo apenas a mandados de segurança para liberar mercadorias e atracar navios”.
A categoria está parada no Ceará desde o último dia 16 de julho, engrossando o movimento nacional de greves dos servidores federais. O Sinagências, contudo, não tem estimativas do prejuízo causado pela demora no desembarque das cargas.
Para Cunha Filho, a situação tende a piorar com a paralisação dos policiais federais, que iniciaram a greve ontem. Auditores da Receita Federal também seguem em estado de greve, com carga de trabalho reduzida e em operação-padrão, na qual as liberações seguem trâmites muito mais lentos, segundo a assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil no Ceará (Sindifisco-Ceará). O que não exclui nem mesmo remédios e produtos perecíveis.
Outros motivos
A greve, porém, não é a única razão para tanta espera, como alega a Secretaria Nacional dos Portos. Pelo contrário. Segundo o ministro Leônidas Cristino afirmou por meio de nota, “não há nada parado em função da greve e não há carga retida em Fortaleza”.
À frente da fila dos navios, três embarcações da Marinha ocupavam dois berços do Porto do Mucuripe. Dois da Marinha da Venezuela e um do Brasil, que segundo a legislação, têm prioridade na atração.
Manifestações
Em todo o Brasil, os servidores federais, como os das agências de regulação, professores e policiais federais, estão parados por melhores condições de trabalho. De acordo com Cunha Filho, há uma expectativa de que entre os dias 13 e 17, o governo federal se reúna com as categorias para tentar negociar.
A pauta geral é de política salarial permanente, data base e correção das distorções entre tabelas salariais dentro dos próprios ministérios.
Hoje, às 9 horas, haverá manifestação dos servidores em frente ao embarque nacional do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza.
Fonte: O Povo
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