quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Alanis: assassino condenado

(foto divulgação)
Trinta e um anos e oito meses de prisão. Esta foi a pena imposta pelo Segundo Tribunal do Júri Popular de Fortaleza ao estuprador e homicida Antônio Carlos dos Santos Xavier, o ´Casim´, 31, réu confesso do assassinato e ocultação de cadáver precedidos de rapto e violência sexual (estupro a vulnerável) contra a menina Alanis Maria Laurindo de Oliveira, 5, crimes ocorridos na noite de 7 de janeiro último, na Zona Oeste da Capital. Confira momentos do julgamento de Casim
Depois de sete horas de muita expectativa e angústia por parte dos familiares da menina, o Tribunal chegou ao veredicto às 20h30 de ontem. O Conselho de Sentença, formado por quatro mulheres e três homens, sob a presidência do Juiz de Direito Henrique Jorge Holanda da Silveira, considerou o réu culpado e acatou todos os termos da denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, representado pela promotora de Justiça Alice Iracema Melo Aragão.

Qualificado

´Casim´ foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (pelo motivo torpe, crueldade e meio que impossibilitou a defesa da vítima), estupro a vulnerável e ocultação de cadáver. Terminada a sessão, o acusado foi algemado e levado de volta à prisão. Até ontem, ele estava recolhido em uma cela da Casa de Privação Provisória da Liberdade (CPPL), em Itaitinga. Agora, já na qualidade de condenado, deverá ser transferido para uma penitenciária ainda não definida pela Justiça.

Durante o julgamento, os familiares da menina se mantiveram atentos aos trabalhos da defesa e da acusação. No entanto, quando ´Casim´ foi chamado para ser interrogado pelo juiz, a mãe da criança, Ana Patrícia Pontes Laurindo, não suportou estar a poucos metros do algoz de sua filha, e passou mal, sendo retirada da Sala do Júri por familiares e bombeiros.

Um forte esquema de segurança foi montado no Fórum, sob o comando do major PM Jaime Paula Pessoa, e não foram registrados incidentes.

INTERROGATÓRIO

Estuprador conta tudo com detalhes
O maníaco ofereceu pipocas para atrair Alanis. No caminho até o local do crime, seguiu de topique e ônibus

"Tirei o fôlego dela".

Com esta declaração, ´Casim´ confessou friamente como assassinou a menina Alanis na noite de 7 de janeiro passado em um matagal às margens de um canal que corta um terreno baldio na Rua Rui Monte, no bairro Antônio Bezerra.

Durante cerca de 30 minutos, o assassino contou, detalhadamente, perante os jurados e a uma plateia de mais uma centena de pessoas - entre elas, o pai e a mãe da menina - como atraiu, raptou, violentou e assassinou Alanis, para, em seguida, ocultar o corpo e ir embora. Depois de tudo o que fez, ele seguiu a pé até uma barraca de lanches na Avenida Perimetral, tomou um suco e embarcou em um ônibus em direção ao Genibaú, onde passou a noite escondido na casa de amigos.

Trajeto

Respondendo às indagações do juiz Henrique Jorge Holanda da Silveira e da promotora Alice Iracema Melo Aragão, o réu explicou que atraiu a menina na calçada da Igreja do Conjunto Ceará, por volta de 19h40.

"Ofereci pipoca e ela aceitou. Então, sai andando e ela foi atrás de mim", disse Antônio Carlos dos Santos Xavier. Depois de caminhar com a menina por alguns quarteirões, em direção ao Polo de Lazer do Conjunto Ceará, ´Casim´ teria embarcado com a menina em uma topique. Foi parar na Avenida José Bastos, onde desceu, próximo a um supermercado, e embarcou em um ônibus, com a criança ainda acordada.

Segundo ele, os dois prosseguiram viagem até o Terminal do Papicu (Zona Leste), onde trocaram de coletivo e seguiram em frente. ´Casim´ afirma que, em nenhum momento, a menina chorou para voltar para o lado dos pais. Ainda segundo ele, quando o ônibus trafegava pela Avenida Bezerra de Menezes, ela dormiu. Ao chegar no terminal de Antônio Bezerra, ele decidiu permanecer no mesmo ônibus e foi descer algumas ´paradas´ adiante. Estava a poucos metros do local onde iria violentar e matar Alanis.

TRIBUNA

Assistentes reforçaram as palavras da promotora
Para reforçar a tese do Ministério Público, a acusação contou com a atuação de dois assistentes, os jovens advogados Marcelo Sobral e Alex Santiago. Na tribuna da acusação, eles reiteraram as argumentações da promotora Alice Iracema.

Marcelo Sobral relatou de forma enfática para os jurados o resultado do exame de necropsia realizado por legistas no corpo da criança, que apontou, de forma clara, a causa da morte de Alanis. Conforme o laudo assinado pelos peritos Lourenço da Costa Feitosa e Mário Ratacasso, a ´causa mortis´ de Alanis foi traumatismo cranioencefálico, asfixia mecânica produzida por meio de esganadura, além da violência sexual (estupro).

Sessão
7 horas durou a audiência de julgamento do homem acusado de violentar e matar a menina, em janeiro passado. Veredicto foi anunciado às 20h30


Fonte:Diário do Nordeste

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