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| Kevin Lamarque/Reuters |
Excluído, Hamas rejeita negociações de paz diretas com Israel
Negociador palestino diz "receber bem" proposta de retomar diálogo com Israel
Israel e palestinos retomarão negociações diretas em setembro, dizem diplomatas
A liderança palestina convocou para a noite desta sexta-feira uma reunião de emergência do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) para decidir se aceitam o convite dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Efe.
Diplomatas e fontes ligadas às negociações afirmaram mais cedo nesta sexta-feira que as lideranças palestinas, assim como Israel, aceitaram retomar as conversas diretas de paz.
Mais cedo, o chefe negociador palestino, Saeb Erekat, ressaltou que "recebeu bem" o convite paralelo do Quarteto de Paz para o Oriente Médio (Estados Unidos, ONU, Rússia e União Europeia) para a retomada das negociações diretas de paz com Israel. Erekat, contudo, não quis comentar o convite americano.
As conversas diretas estão paralisadas desde dezembro de 2008, quando Israel lançou uma grande ofensiva militar contra a faixa de Gaza, que deixou 1.400 mortos, a maioria civis. O processo de paz se arrasta há 62 anos.
O grande obstáculo seria a exigência americana de um diálogo sem pré-condições. A própria OLP descartou na noite desta quinta-feira entrar em negociações diretas sem uma agenda prévia.
Em julho, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, decretou o que considera os termos essenciais para retomar as conversas diretas.
Ele disse que Israel precisa concordar que o futuro Estado palestino deve incluir as terras ocupadas na guerra de 67. Os palestinos querem estabelecer seu Estado na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com Jerusalém como capital --pedido rejeitado por Israel, que considera Jerusalém sua eterna capital.
Segundo Abbas, deve haver ainda uma terceira parte garantir a segurança do futuro Estado palestino. A segurança da Palestina poderia ser entregue à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) --um compromisso que reduziria os temores de Israel de que os palestinos se armariam pesadamente. Israel, contudo, quer manter uma presença no vale da Jordânia, ao longo da fronteira da Cisjordânia.
Fonte: Folha de São Paulo

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