DA REUTERS, EM MOSCOU (RÚSSIA)
Soldados russos cavaram um canal de oito quilômetros de largura para evitar que os incêndios florestais causados por uma forte onda de calor cheguem a um complexo nuclear.
Os incêndios, que fizeram aumentar a poluição local em seis vezes, já causaram a morte de pelo menos 52 pessoas e deixaram 4.000 desabrigadas. Voos foram redirecionados e os moscovitas acabaram forçados a usar máscaras para evitar o ar contaminado.
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Autoridades afirmam que áreas residenciais e comerciais de Moscou estão protegidas. A preocupação agora é impedir que o fogo chegue à instalação de armas nucleares de Sarov, região rodeada por bosques a 350 quilômetros de Moscou.
O Ministério de Emergências afirmou que a situação havia se estabilizado e que todo material radioativo foi retirado de lá.
Sarov fica num complexo nuclear que produziu a primeira bomba atômica soviética em 1949. Ainda hoje é o principal centro russo de produção nuclear.
A previsão dos meteorologistas é de que a fumaça, que chega até mesmo nas estações subterrâneas de metrô, continue até a próxima quarta-feira. As temperaturas continuam subindo acima dos 36 graus Celsius, já tendo quebrado por duas vezes o recorde de 130 anos.
As autoridades pedem que os moscovitas permaneçam dentro de casa diante dos níveis perigosos de monóxido de carbono e partículas no ar.
Com a baixa visibilidade, o tráfego aéreo foi transferido para o aeroporto de Sheremetyevo, no norte da cidade, onde a fumaça ainda não é tão densa.

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