quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Presidente Cristina Kirchner esteve ao lado do marido até o fim, diz imprensa argentina

O ex-presidente argentino Néstor Kirchner, que morreu nesta quarta-feira após sofrer uma parada cardiorrespiratória, foi acompanhado o tempo todo por sua mulher, a atual mandatária do país, Cristina Fernández de Kirchner, informou há pouco a imprensa local. 
Segundo reportou o jornal "La Nación", Cristina esteve ao lado do marido, com quem foi até o hospital de El Calafate, na Província de Santa Cruz, onde Kirchner foi internado em caráter de urgência.
Pouco após a morte, que tumultuou o cenário político local e gerou inúmeras mensagens de condolências de líderes de outras nações, foram avisados os dois filhos do casal, que não estavam próximo à região.

Por volta das 10h15 (11h15 de Brasília), o corpo de Kirchner foi levado em uma ambulância à casa da família.
AFP
Máximo, filho mais velho do casal, de 32 anos, estava na cidade de Río Gallegos e viajou rapidamente a El Calafate. Já Florencia, 19, vive nos Estados Unidos, onde estuda, e ainda é esperada na Argentina.
O relacionamento entre Néstor e Cristina começou quando os dois eram jovens e estudavam Direito na Universidade de La Plata.
Kirchner, que governou o país de 2003 a 2007, sofria de problemas cardíacos há algum tempo. Apenas em 2010, ele foi duas vezes submetido a cirurgias de urgência. Hoje, além de deputado no país, o ex-chefe de governo exercia também o posto de secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).
Kirchner morreu na manhã desta quarta-feira aos 60 anos, depois de ser internado com urgência por problemas cardíacos em um hospital de El Calafate, na Província de Santa Cruz.
MORTE
De acordo com o jornal argentino "Clarín", ele foi internado pela manhã no hospital José Formenti, acompanhado da mulher, a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e morreu pouco antes das 10h (11h no horário de Brasília).
Néstor governou a Argentina de 2003 a 2007 e exercia três cargos simultaneamente. Além do posto como secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), era deputado federal e dirigia o PJ (Partido Justicialista).
Segundo a imprensa local, ele teria sofrido uma parada cardiorrespiratória com morte súbita.
Kirchner e sua mulher estavam desde o último final de semana em sua casa em El Calafate, na região da Patagônia.
LULA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em Itajaí que ficou sabendo da morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner por meio do embaixador do Brasil na Argentina.
Quando foi informado, Lula participava de uma solenidade de inauguração de obras de ampliação do porto de Itajaí (93 km de Florianópolis).
Também nesta quarta-feira, Lula divulgou uma mensagem de pesar pela morte de Kirchner, que atualmente ocupava o cargo de secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Segundo a nota, a notícia deixou Lula "consternado", pois considerava Néstor um "aliado e amigo".
"Sempre tive em Néstor Kirchner um grande aliado e um fraternal amigo. Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana. Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo", disse Lula no comunicado.
"Transmito, em nome de meu governo e do povo brasileiro, à presidente Cristina Fernandez de Kirchner nosso imenso pesar e solidariedade", diz ainda a nota.
No comunicado, Lula também anuncia luto oficial por três dias como "expressão dos sentimentos [pela morte]".

Fonte: Folha de São Paulo

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