quarta-feira, 2 de junho de 2010

Jovens roubam e fazem reféns no bairro do Umarizal

A impressão que se tem é que já vimos esta imagem antes. Um carro, uma pessoa refém e dois adolescentes apontando um revólver na cabeça de uma vítima. Mas não, caro leitor. A cena já comum na Grande Belém, só muda os personagens. Na tarde de ontem, o novo episódio de assalto com refém ocorreu no bairro da Pedreira, em Belém.

A vítima é Marioneide da Silva Paixão, de 49 anos. Ela estava a caminho de um laboratório. E quando trafegava pela rua Diogo Moia, no bairro do Umarizal, reduziu a velocidade do veículo para passar por uma lombada já próximo da avenida Alcindo Cacela, nesse momento, ela foi surpreendida por dois adolescentes assaltantes. Um deles, com um revólver calibre 32, bateu no carro e mandou que a vítima parasse, caso contrário, atiraria.

“Eu destravei o carro e eles entraram um ficou na frente e o outro atrás. Eles disseram que queriam dinheiro e eu disse que eles podiam levar a minha bolsa. Mas quando nós estávamos na travessa Humaitá, a polícia iniciou uma perseguição e fez o cerco”, contou a vítima.

O major Pereira, da Polícia Militar, iniciou a negociação com os adolescentes. Eles fizeram todas as exigências que já é comum em situação de assalto com refém: colete, família e a imprensa.

A mãe do adolescente de 16 anos intermediou com os dois infratores por um tempo considerável e conseguiu convencê-los a se entregar.

“Meu filho, pelo amor de Deus! Te entrega logo. Não faz nada com essa senhora pensa se isso estivesse acontecendo comigo. Pensa em mim, tu és a minha família”, implorou a mãe do adolescente.

Ele respondia para a mãe que ela precisava ter calma e que tudo ia ficar bem. Em vários momentos, o adolescente ressaltava que não queria apanhar, depois que se entregasse aos policiais.

Após aproximadamente 30 minutos de negociação, os dois adolescentes aceitaram se entregar e foram levados para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), da Polícia Civil para serem fichados e entregues a uma unidade de internação da Funcap. A arma que eles usavam era um revólver calibre 32 com quatro munições. (Diário do Pará)

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