quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Processos contra policiais no Ceará aumentam 200% em 2013

(FOTO: Divulgação/ABr)
O inquérito policial da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi submetido a choques elétricos e asfixiado com saco plástico. O caso Amarildo tem causado desconfiança e revolta quanto à atuação de policiais e ações semelhantes têm sido registradas em outros estados, como no Ceará.

No estado, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) registrou um aumento de mais de 200% no número de processos em andamento contra policiais de 2012 a 2013. Em todo o ano passado foram abertos 480 processos, enquanto em 2013 – até o início de agosto, esse número pulou para 1.837.
Em 2012, a Controladoria afirmou que 8 pessoas foram mortas por policiais. Já em 2013, o número chegou a 7 até o fim de setembro.
Os dados apresentados pela CGD dizem respeito à Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Sistema Penitenciário, Corpo de Bombeiros Militar e Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O primeiro órgão é o principal alvo de denúncias, com 59% delas em 2013. Depois, aparece a Polícia Civil (25%), seguida pelo Sistema Penitenciário (4%).
Dentre as denúncias mais frequentes, estão abuso de autoridade, agressão física, ameaça e concussão/corrupção/extorsão. No caso de extorsões, o Ceará tem um destaque negativo. Em abril deste ano, o estado foi apontado pelo Ministério da Justiça como o 10º do Brasil em extorsão policial.
Procedimentos
Segundo o Relações Públicas da PM, tenente-coronel Fernando Albano, quando uma denúncia é realizada contra policiais militares, a instituição inicia um procedimento administrativo disciplinar para apurar o caso. Se constatado violação cometida pelo PM, este pode ser punido de acordo com as normas do Código Disciplinar dos Militares Estaduais, variando entre advertência verbal a expulsão do quadro da PM.
O coronel explica que o número elevado de denúncias contra a PM está relacionada ao maior efetivo do órgão. “Mas muitos dos casos levados para a Controladoria são pessoas que se sentem constrangidas diante de uma abordagem militar”, justifica.
Fonte: http://www.tribunadoceara.com.br/


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